Competição e cooperação: uma reflexão sobre nossa sociedade medrosa

A competição é uma das características consideradas normais do ser humano. Entretanto, quando estamos competindo, sentimentos ruins nos invadem e, mesmo para o “vencedor”, é alto o preço a se pagar. Por outro lado, quando estamos colaborando, nos sentimos realizados e felizes por contribuir com o desenvolvimento da comunidade e por um bem maior. Portanto, a competição não pode ser nossa verdadeira vocação, pois queremos ser felizes, sentindo emoções positivas.

Se não é nossa vocação, por que competimos tanto?

Podemos partir do princípio que a competição é um mecanismo nosso de defesa. Ao sentir medo de não conseguir satisfazer nossas necessidades, sendo elas básicas ou não, queremos nos proteger. A cultura do medo está presente em nossa educação, mídia e sistema econômico, sendo um ciclo difícil de sair. Resumindo uma história longa, nos é ensinado que precisamos competir com nossos semelhantes para ter dinheiro e poder e, com isso, satisfazer essas necessidades. Mas, com o passar do tempo, perdemos a medida e acabamos por competir em qualquer situação da vida, apenas pelo prazer de parecer melhores que os outros.

Podemos brincar com esse cenário fazendo uma analogia: imagine dirigir em uma autoestrada e querer ultrapassar todos os carros a sua frente, sem objetivo nenhum, apenas pelo deleite de ultrapassar. Cada meta atingida, você comemora freneticamente, querendo humilhar com palavras e gestos o motorista que pode nem saber que está na jogada. Cada carro, uma nova briga. Se há alguém ainda mais rápido que você ou é ultrapassado, a frustração gera raiva. A velocidade alta, além de te dar multas, coloca em risco a segurança de todos, pois pode causar um grave acidente.

Conseguiu sentir-se constrangido nessa situação? Imagine fazer isso no seu dia a dia, com qualquer um que estiver no seu caminho. Vale a pena?

Cooperar é suficiente para satisfazer nossas necessidades

Não precisamos competir com os outros para atingir o sucesso. As pessoas bem-sucedidas costumam competir consigo mesmas, pois sabem que é tudo o que precisam para colher frutos positivos. Superando suas próprias metas, elas prosperam. Melhorando quem elas mesmas foram no dia anterior, alcançam seus objetivos. Com as outras pessoas da comunidade elas cooperam, somando e dividindo para multiplicar. Além disso, pessoas de sucesso são menos influenciadas pelos outros e estão alinhadas com a abundância e não com a escassez, gerando mais confiança e menos medo.

Colaborar é fazer parte na realização de algo e é suficiente para que todos satisfaçam suas necessidades, pois nem todos possuem os mesmos desejos e as mesmas metas. Ao cooperar mais e competir menos, quebramos o paradigma da escassez, encontramos formas de superar nossos medos e viveremos mais felizes. Procure competir sempre com você mesmo e dar o seu melhor. Isso exige autoconhecimento, reflexão sobre nossas próprias atitudes e estabelecimento de metas, motivações e propósito de vida.

No trabalho, por exemplo, podemos colaborar com a equipe para atingir metas coletivas, cada um cumprindo seu papel e valorizando cada indivíduo com suas virtudes e defeitos específicos, bagagem diferente e habilidades únicas. O que acontece muito hoje, diferentemente disso, é a competição para uma falsa impressão de superioridade. Podemos mudar e não precisamos esperar uma dinâmica de RH para isso. Fazer trabalho voluntário e tornar-se adepto ao consumo colaborativo também são formas de colaboração.

O Alooga é uma ótima plataforma para começar a exercitar. Disponibilize em nossa plataforma os objetos que você não usa com frequência para que outras pessoas possam utilizar quando precisarem. Você descola uma grana extra e colabora com uma economia mais sustentável, pois não haverá necessidade da pessoa comprar um item novo, que só vai usar de vez em quando.

Conheça 8 razões para se jogar no consumo colaborativo

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