Escassez ou abundância: em qual paradigma você vive?

Não importa o estilo de vida que você leva, suas escolhas e convicções. Partimos do princípio que o paradigma que estamos, da escassez ou abundância, inseridos é determinado pela forma que nos sentimos em relação às experiências que vivemos: nos sentimos prósperos e realizados, ou temos a sensação de que sempre nos falta algo?

Se um indivíduo tem a possibilidade de adquirir todos os bens que tiver vontade, mas não se sente internamente realizado, de nada valeu essa abundância financeira, ele seguirá sentindo-se na escassez. Pode faltar relacionamentos autênticos ou experiências realmente felizes. Pode ter um excesso de alimento e conforto e ao mesmo tempo faltar saúde física e psicológica.

Por outro lado, uma pessoa que tem poucos bens materiais, mas aproveita cada experiência com gratidão e presença no aqui e agora, há a sensação que todas as lacunas estão preenchidas. Afinal, para ter saúde física, é necessário, principalmente, exercitar-se e alimentar-se bem. Se não há como investir em sofisticadas formas de manter-se saudável, jogar futebol, dançar, correr ou caminhar já ajuda. Para alimentar-se bem, é necessário ir atrás de informações, muito mais do que frequentar restaurante gourmet. Saúde psicológica é autoconhecimento: quanto mais uma pessoa trabalha seus traumas, suas crenças e suas verdadeiras motivações para a felicidade, mais ela se sentirá preenchida, na abundância.

Como sair do paradigma da escassez?

Quanto menos recursos uma pessoa ou grupo tem, mais necessidades básicas podem estar faltando. No entanto, se a pessoa que está lendo isso não tem o básico,  essa é a primeira recomendação: sane suas necessidades básicas.

A medida que as necessidades básicas forem sendo sanadas, necessidades mais específicas vão aparecendo. Isso é muito específico de cada pessoa. Por isso, nesse momento, sugiro que faça uma análise sobre todas as coisas boas da vida, um exercício de gratidão. Agradeça por qualquer coisa que tive, com  certeza tem razões para sentir gratidão.

Com tanta coisa em casa, experiências, aprendizados, viagens, natureza,  amigos, recursos em geral… Como não se sentir abundante?

Essa é a razão de partirmos do princípio que a abundância ou escassez é um ponto de vista, que pode ser alterado quando a gente quiser, quando nós estivermos prontos pra deixar ir uma crença ou convicção.

Às vezes, sim, precisamos admitir que construímos uma vida de escassez pelas nossas escolhas feitas até aqui, mas saber que as escolhas de hoje vão impactar o futuro nos dá uma oportunidade de fazer escolhas mais conscientes, menos inconsequentes.

O paradigma da abundância não está diretamente relacionado ao dinheiro que você tem, mas a forma que você gasta, consome e tem experiências.

Para finalizar, um esquema de ciclo virtuoso da abundância e uma imagem que diz muito sobre os dois paradigmas:

1) Agradecer pelo que tem
2) Se esforçar para sanar as necessidades básicas
3) Agradecer por ter essas necessidades básicas sanadas
4) Fazer uma autoanalise para descobrir se está no caminho certo em direção a sua verdadeira missão, o que significa seguir seu coração e priorizar fazer o que te faz feliz
5) Recalcular a rota se não estiver priorizando sua felicidade
6) Verificar formas de otimizar os recursos que tem, fazendo parte, por exemplo, da economia colaborativa
7) Agradecer, de novo e sempre, pelo que tem
8) Fazer o que ama profissionalmente
9) Ser retribuído financeiramente por esse trabalho
10) Agradecer e sanar as necessidades básicas (recomeça o ciclo)

 

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