Um dos ideais do Alooga é tornar a prática do consumo cada vez mais consciente através da economia colaborativa. Esse conceito já está sendo aplicado em nosso mundo em decorrência da tecnologia disponível hoje, em que podemos nos conectar com mais pessoas, de forma mais eficiente. As crises financeiras também foram decisivas, deixando as pessoas mais atentas e abertas à alternativas.

Para nos aprofundar nesse assunto e mostrar outras perspectivas, separamos três premissas para uma comunidade colaborativa e fortalecida, além de dicas do que podemos fazer hoje para viver com mais qualidade, em que a prioridade seja sanar todas as necessidades dos seres humanos, gerando mais valor para todos e, consequentemente, vivermos em um mundo melhor.

 1. Tenha em mente que é possível!

A primeira premissa é que um mundo colaborativo e mais justo é humana e tecnologicamente viável. É comprovado cientificamente que a quantidade de recursos disponíveis no Planeta é suficiente para que as pessoas vivam com suas necessidades básicas sanadas e, a medida que isso acontece, outras necessidades podem ser sanadas também. O que existe, na verdade, é pura má distribuição desses recursos.

Precisamos derrubar o paradigma da escassez de recursos e tecnologia, pois estamos inseridos nesse paradigma apenas porque estamos mais focados na competição, e não da colaboração. Mudando o foco, cada um de nós, pode transformar o mundo!

Existe a possibilidade; tem como fazer! Com a tecnologia existente, podemos detectar, por exemplo, todos os recursos disponíveis no mundo e fazer com que todas as pessoas tenham acesso a todos os recursos básicos para, a partir daí, desenvolver os mais sofisticados. Para o que não vemos solução no momento, existe a tecnologia para desenvolver uma saída. É viável que todos tenham água, comida e um lar.

Não é uma mudança a curto prazo, mas precisamos começar em algum momento.

O que podemos fazer hoje?

Precisamos falar sobre esse assunto tendo em mente que é possível e eliminar empecilhos. Se o seu sistema de crença ainda diz que não é possível, você pode procurar novas fontes de informação, pois elas existem. Dinheiro é a moeda corrente em nossa sociedade, mas ele é apenas um dos recursos disponíveis para que nós troquemos valor. Pesquisar alternativas que mostram que é possível e fazer uma autoanálise para detectar o que nos impede de acreditar são as principais formas de seguir essa premissa. A partir dessas informações, precisamos fazer com que toda a nossa gestão de recursos seja condizente com essa ideologia. O Alooga é uma das plataformas que ajuda as pessoas a entrar num ciclo virtuoso de utilização de recursos.

 2. Um modelo baseado em recursos e tecnologia, e não em um sistema monetário

Para que isso seja possível, o sistema vigente tem que corrigir o fundamento que está dando errado: de alguma forma, o capitalismo gera uma competitividade predatória, e não colaborativa. Esse sistema evidencia que, quando houver escassez, haverá aumento de valor, então preza-se pela escassez, por uma situação não eficiente para o ser humano. Nenhuma situação de escassez vai gerar felicidade e bem estar. Para que o sistema vigente seja possível, os cidadãos são colocados em uma situação de luta pela sobrevivência, praticamente vendendo o almoço para comprar o jantar.

Por isso, o modelo de uma comunidade colaborativa deve ser baseado em recursos e tecnologia. Nesse modelo, podemos caminhar para frente. Nesse modelo, todos colaboram para que todos tenham sanado seus problemas humanos: água, comida, moradia, educação e saúde. Em seguida, cada um trabalha para gerar valor, nesse sistema baseado em troca de valor e recurso, e não tanto de dinheiro.

O que podemos fazer hoje?

É quase impossível, hoje, não lidar com o sistema monetário. Por essa razão, devemos buscar formas de lidar com dinheiro de uma maneira mais leve, sabendo que ele é amoral: nem do bem, nem do mal. Além disso, essa premissa nos guia para, sempre que possível, agir em prol do bem comum, do bem maior. Pode ser dando o nosso melhor no nosso trabalho formal, trabalhando em algo que acreditamos, fazendo trabalho voluntário ou propagando boas ideias. Ninguém precisa abrir mão de nada para fazer parte disso, não existe regras, o importante é ter consciência do que acontece hoje e quais atitudes cada um pode tomar para que a mudança comece a partir de si. Ao viver nesse ideal, nós já estamos sendo revolucionários.

3. Decisões tomadas a partir do método mais eficiente existente

Precisamos tomar decisões a partir de conhecimento científico e não a partir de uma opinião, partindo de uma visão de mundo individual. Hoje, o que acontece, é um jogo de poder, na política. Para uma sociedade mais justa e colaborativa, as decisões devem ser baseadas em métodos consagrados.

A gestão e distribuição de recursos devem ser feitas a partir da ferramenta mais eficiente hoje quando a gente analisa qualquer coisa. Hoje, é a ciência. A ciência é direta, sem conflito de interesse. A partir do momento que as pessoas estão focadas em resolver os problemas da humanidade e não há dinheiro envolvido, podemos ter respostas para os problemas mais urgentes da sociedade.

Mas não uma questão de “endeusar” a ciência: tudo é feito pela melhor ferramenta existente para tomada de decisão. Hoje é a ciência, mas pode ser que em algum momento seja outro método o mais eficiente.

O que podemos fazer hoje?

Usar nosso potencial para desenvolver novas tecnologias, propagar informações para o bem maior  e fazer o uso dos recursos de forma consciente é um passo muito importante. Além disso, precisamos separar nossas crenças e nossa bagagem cultural do que é o bem de todos. Nossa sociedade deve aceitar, com prazer, os pontos de vistas diferentes, porém nossas decisões devem ser baseadas em dados científicos, mesmo que seja uma ciência social. Ainda que tenhamos nossas opiniões próprias, precisamos nos apegar apenas em fatos para tomar as decisões. Podemos fazer isso hoje em nossos debates rotineiros, sobre assuntos polêmicos e decisões políticas.

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Não somos os únicos a falar sobre isso. Camila Haddad, da plataforma crowdlearning Cinese, fala com muita propriedade sobre esse assunto, abordando alguns tópicos aqui citados:

E você, o que acha? Se liga e Alooga!